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Quais riscos devo observar antes de fazer um investimento?

Com a diversidade de opções de investimentos disponíveis no mercado atualmente, uma das dúvidas que vem à cabeça do investidor é saber qual o risco que ele está incorrendo ao aplicar em determinado produto financeiro.

Muitas pessoas associam risco de investimento à possibilidade de “quebra” da Instituição Financeira onde o dinheiro delas está aplicado.

Outros associam o risco à possibilidade de ter rentabilidades negativas na sua aplicação.

De fato esses são riscos relevantes. Entretanto, existem outros tipos de riscos que o investidor precisa estar atento. E qualquer tipo de investimento sempre vai correr pelo menos um dos riscos abaixo (até mesmo a caderneta de poupança, acredite).

Vamos a eles:

(I) Risco de mercado

Está associado ao mercado em que o ativo é negociado. Variações em cotações de ações, taxas de juros, câmbio, minério, moedas, commodities etc podem causar efeito imediato na rentabilidade da sua aplicação.

(II) Risco de liquidez

Está associado à facilidade e à rapidez de realizar uma negociação (resgate, aplicação, compra, venda) da sua aplicação financeira. Ativos com pouca liquidez possuem baixo volume de compra e venda e, geralmente, os valores das ofertas de compra e venda no livro de ofertas são distantes um do outro. Existem empresas com ações listadas na bolsa de valores que não tem negociações durante dias.

(III) Risco operacional

Está associado aos acontecimentos do dia a dia de determinada empresa. Por exemplo, uma empresa pode tomar a decisão de comprar outra empresa ou vender uma de suas fábricas. Outro exemplo é um acidente como o que ocorreu com a represa da Vale em Minas Gerais. Esse tipo de acontecimento pode impactar diretamente no valor das suas ações negociadas em bolsa de valores.

(IV) Risco derivativo

Estão associados ao risco de outros ativos associados. Por exemplo, uma opção de negociação de uma ação é derivativa da respectiva ação associada. O comportamento do preço da opção está diretamente associado ao preço da ação.

(V) Risco de crédito

Está associado à capacidade do emissor do ativo de cumprir suas obrigações. Por exemplo, quando se compra uma debênture, o risco de crédito é a capacidade que a empresa tem para honrar o pagamento da debênture na data prometida. O mesmo vale para títulos emitidos por bancos como CDB, LCI, LCA etc. Também vale para os títulos públicos, conhecimento como Tesouro Direto. Nesse caso, o risco é a capacidade do Tesouro Nacional honrar os seus compromissos.

(VI) Risco de volatilidade

Está associado ao grau de variação que uma determinada aplicação pode ter ao longo do tempo. Investimentos mais conservadores, atrelados à renda fixa, possuem rentabilidade mais constante e sem grandes oscilações, ou seja, com baixa volatilidade. Por outro lado, investimentos mais agressivos, atrelados a ações, moedas, juros, metais e minérios possuem maior grau de volatilidade, provocando maior oscilação em seus gráficos de rentabilidade.

(VII)  Risco legal

Está associado à legalidade dos produtos de investimentos oferecidos no mercado. Não raro nos deparamos com ofertas mirabolantes que prometem rendimentos estratosféricos em prazos mínimos. Por isso, o investidor precisa estar atendo se os responsáveis pela oferta de tais investimentos estão devidamente autorizados e certificados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pelo BC (Banco Central).

Existem alguns investimentos que são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) no caso da não capacidade do emissor em honrar seus compromissos (Risco de Crédito). O FGC cobre o valor de R$ 250 Mil Reais por CPF e por Instituição Financeira, limitado ao total de R$ 1 Milhão de Reais. Os investimentos garantidos pelo FGC são: caderneta de poupança, depósitos em conta corrente, CDB, LCI, LCA, LC.

Por outro lado, não garante Tesouro Direto (títulos públicos), Debêntures (títulos privados), fundos de investimentos, fundos imobiliários e ações.

Apesar dos fundos de investimentos não serem garantidos pelo FGC, o risco de aplicar em um fundo de investimento acaba sendo menor que o risco de aplicar em um CDB ou uma LCI, por exemplo. Isso se explica pelo fato de quando você está investindo em um CDB, você está investindo em um produto de uma Instituição Financeira única. Já os fundos de investimentos aplicam o capital de forma diversificada, em vários ativos de várias empresas, pulverizando o grau de risco.

Para quem investe em apenas um determinado ativo, a dica mais importante é buscar informações relacionadas aos riscos do emissor. Agências de classificação de risco (Moody’s, Fitch Ratings e Standard & Poor’s) fazem esse tipo de segmentação que ajuda bastante a escolher os investimentos de menor risco.

No caso de títulos públicos (Tesouro Direto), apesar de não garantidos pelo FGC, são os mais seguros do mercado, pois um calote do Tesouro Nacional significaria colapso de todo o Sistema Financeiro Nacional, já que todos os bancos acabam também comprando títulos públicos.

Na dúvida, não deixe de procurar um assessor de investimentos qualificado e certificado para lhe dar as melhores orientações.

Autor: Osório José

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Osório José 12 de junho de 2018 Assessor de InvestimentosFundo de InvestimentoInvestimentosJurosLiquidezMercadoPrevidênciaRiscoSeguridade

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